Encontro foi realizado no gabinete do ministro e tratou sobre o projeto Caminho Verde Brasil
Às vésperas da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), Lúcio Lopez, fundador da Greenline, empresa geradora de créditos de carbono, reuniu-se com o ministro da agricultura e pecuária, Carlos Fávaro, para discutir caminhos que unam produção agropecuária, recuperação de áreas e preservação ambiental. O encontro contou também com a participação do deputado estadual Luiz Fernando.
A partir da utilização de satélites capazes de monitorar a evolução da vegetação nos biomas terrestres, a atuação da empresa está alinhada ao projeto Caminho Verde Brasil. O programa é uma iniciativa estratégica do Governo Federal que busca impulsionar a recuperação ambiental e a produtividade do setor agropecuário por meio da restauração de áreas degradadas e da promoção de práticas sustentáveis.
“O trabalho desenvolvido pela Greenline está em sintonia com o Caminho Verde Brasil, programa do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) que vai recuperar 40 bilhões de hectares de terras de baixa produtividade ou abandonadas nos últimos 10 anos”, afirmou o ministro Carlos Fávaro em suas redes sociais.
De acordo com o MAPA, o país possui atualmente cerca de 280 milhões de hectares destinados à agropecuária, dos quais 165 milhões correspondem a pastagens — sendo aproximadamente 82 milhões de hectares classificados com algum grau de degradação. Nesse contexto, o Caminho Verde Brasil visa recuperar parte dessas áreas. “O Caminho Verde Brasil é um programa de recuperação de pastagens degradadas, desenvolvido pelo MAPA, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, pelo Banco do Brasil e pelo Banco Nacional do Desenvolvimento, contando com mais de R$ 50 bilhões destinados a essas áreas”, destacou o ministro.
Também presente na reunião, o deputado Luiz Fernando publicou em suas redes sociais sobre o encontro. “Mais uma reunião muito produtiva em Brasília. Conversamos sobre recuperação de pastagens e a recuperação ambiental”, informou.
O diferencial da metodologia utilizada pela Greenline é o monitoramento da evolução vegetal encontrada nos biomas terrestres, sendo certificada pela Bureau Veritas – a mais antiga empresa credenciadora do mundo. “Nós usamos dados disponibilizados pelos satélites das agências espaciais americana (NASA), europeia (ESA) e outras. O que nos permite atingir um patamar de assertividade próximo de 100%”, explica Lopez.
Sobre a Greenline Carbonsat
Fundada em 2018, no estado de Wyoming (USA), pelo brasileiro Lucio Lopez, a Greenline Carbonsat iniciou suas atividades realizando o monitoramento de vegetação e solo a partir de dados de satélites com o intuito de capturar a evolução vegetal terrestre orientada para a mensuração de créditos de carbono. Com uma abordagem inédita, proprietária, 100% segura e validada por certificadoras especializadas, a empresa passou a atuar no mercado de oferta de crédito de carbono utilizando os dados angariados. Em junho de 2024, iniciou a operação no Brasil com capital integralizado de R$ 51 milhões e sede na cidade de Curitiba. Ainda no mesmo mês, realizou outro aporte de R$ 36 milhões para integrar o grupo e auxiliar nos projetos de expansão. Com isso, tornou-se uma empresa player de desenvolvimento de soluções ambientais voltada à preservação integral de florestas e de áreas nativas para combater o desmatamento global, com enfoque no crédito de carbono. Saiba mais em: http://greenlinewy.com/
