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Aproximar o conhecimento científico das decisões que ajudam a enfrentar crises e desastres climáticos é a proposta da Conexões CLIMARES, que chega à primeira edição. A newsletter reúne pesquisas, iniciativas educacionais e debates do Centro de Pesquisa em Resiliência a Crises e Desastres Climáticos, sediado no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP).
Com periodicidade trimestral, a publicação apresenta a resiliência climática como um desafio que exige colaboração entre diferentes áreas do conhecimento e diálogo com os territórios. O objetivo é colocar em circulação evidências capazes de apoiar a antecipação de riscos e a construção de respostas que considerem as desigualdades entre populações.
Prevenção depende de integrar conhecimentos e comunidades
Em entrevista destacada na edição, o coordenador-geral do CLIMARES, Tércio Ambrizzi, aponta a integração de áreas que costumam atuar separadamente como uma das questões centrais do Centro. Essa aproximação busca ampliar a compreensão dos efeitos dos extremos climáticos sobre saúde, economia, recursos hídricos, alimentos e populações vulneráveis.
A conversa também aborda a parceria com o Cemaden e a importância do trabalho com comunidades. Na abordagem apresentada, o risco climático resulta da combinação entre perigo, exposição e vulnerabilidade. Por isso, suas características variam conforme o território, exigindo respostas que levem em conta as condições locais.
A missão oficial do CLIMARES é promover “resiliência, inovação e práticas sustentáveis diante da crise climática, desastres e impactos no Brasil”. A publicação informa que o Centro conta com 208 membros e apresenta ainda os indicadores de 124 pesquisadores e 80 bolsistas.
Mapeamento identifica oportunidades de colaboração
Um levantamento interno realizado para o diagnóstico do Eixo 7, dedicado à Educação e Difusão do Conhecimento e liderado pela professora Leila da Costa Ferreira, identificou uma rede de pesquisa interdisciplinar e transdisciplinar. O mapeamento aponta conexões com gestores públicos, redes científicas, organizações sociais e comunidades.
O diagnóstico também encontrou potencial de cooperação entre os eixos do Centro. A articulação entre essas frentes aparece na newsletter como parte do esforço para aproximar produção científica, educação e decisões sobre os impactos climáticos.
Pesquisas vão de extremos climáticos à infraestrutura urbana
A primeira edição apresenta trabalhos com diferentes escalas e aplicações, da análise regional do clima ao desempenho de soluções para cidades:
- Uma revisão liderada por José Marengo reúne evidências sobre o clima da América Latina e do Caribe em 2025, com foco nos extremos e na importância da adaptação e da redução de riscos.
- Um estudo com participação de Eduardo Mendiondo testa o uso de gêmeos digitais para prever, em tempo real, o desempenho de pavimentos permeáveis, com aplicação em infraestrutura urbana resiliente.
- Um livro que tem Tércio Ambrizzi entre os editores reúne mais de cem especialistas e aborda meteorologia e clima do Sul, incluindo atmosfera, oceanos, eventos extremos e projeções.
Na área de difusão, a newsletter destaca um debate da FAPESP sobre o futuro da pesquisa climática, com prioridades relacionadas à incorporação do clima nas decisões públicas e às estratégias de prevenção, adaptação e mitigação. Também apresenta a disciplina “Mudanças Climáticas e suas Interdisciplinaridades”, realizada com docentes do CLIMARES.
Ficção amplia o debate sobre desigualdade e proteção
A edição inclui ainda o conto The Climate Lords, de Jaqueline Nichi, pesquisadora do Eixo 7. Publicada na seção de ficção da The Sociological Review, a narrativa imagina uma São Paulo futura marcada por calor extremo e disputas desiguais pelo acesso à proteção climática.
Além de divulgar conteúdos, a newsletter abre espaço para contribuições de pesquisadores, bolsistas e equipes do Centro. Pesquisas, projetos, eventos e outras iniciativas poderão integrar as próximas edições.
Da Redação, com informações de preview.mailerlite.io.
